ALFABETIZAÇÃO E A TEORIA DO EMPOWERMENT
Como ideologia, a alfabetização devia ser encarada como uma construção social que está sempre implícita na organização da visão de história do indivíduo, o presente e o futuro; além disso, a noção de alfabetização precisava alicerçar-se num projeto ético e político que dignificasse e ampliasse as possibilidades de vida e de liberdade humanas. Em outras palavras, a alfabetização, como construto radical, devia radicar-se em um espírito de crítica e num projeto de possibilidade que permitisse às pessoas participarem da compreensão e da transformação de sua sociedade. Como domínio de habilidades específicas e de formas particulares de conhecimento, a alfabetização devia tornar-se uma precondição da emancipação social e cultural (GIROUX, 1990, p. 1).
O texto citado coloca um questão essencial sobre a alfabetização. A sua importância quanto representa uma precondição para emancipação social e cultural. Pois não apenas ler escrever de uma restrita e mecânica. Mas o papel da alfabetização enquanto forma de ampliação de conhecimento, de capacidade de pensar, entender, relacionar e criticar. A alfabetização abre as portas para que o sujeito tenha uma maior cosciência de seu papel social, de sua posição enquanto cidadão, seus deveres e direitos perante a sociedade. Dessa forma certamente, teríamos uma outra postura diante da sociedade por parte de todosaqueles que reabrissem seu horizontes, retomassem seus conceitos e assim, teriam em suas concepções e atitudes novas posturas enquanto cidadãos.Assim, não podemos deixar de questionar uma antiga questão no que se refere ao acesso a cultura, informação e conhecimento, o velho conceito da política do PÃO E CIRCO, e, o quanto ainda é conveniente politicamente, administrar e manipular restringindo o este acesso.
*Pão e Circo
Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.